Criança, sim! violência ,não por Valéria Farah

Eu como advogada, e cidadã, e filha resolvi pedi, e solicitar a todos que denunciem qualquer situação de maus  tratos em relação a menores. Esta semana nos deparamos com os jornais com a seguinte noticia: uma mãe que postava um vídeo sufocando  o seu filho com requinte de crueldade e traços de verdadeira besta fera querendo se auto promover no ato de sua barbárie gratuita. Não estamos aqui para analisar a barbárie e a conduta psicológica já que teria que ser  credenciada para tal. Estou aqui para alertar a sociedade de como é importante que fiquem em alerta e  DENUNCIEM!

Talvez esta pseudo  mãe quisesse até um minuto de fama enquanto seu filho agonizava podendo estar em poucos segundos em óbito. O que quero alertar é que muitas vezes um pouco pode ser muito. Denunciem não só a agressão física mas a verbal, os maus tratos em geral, qualquer indicio de pedofilia, qualquer indicio de um  turbulência dentro de um ambiente que está uma criança. Qualquer quebra de rotina  pode ser um sinal , as vezes algumas linhas e formas de se expressar de uma criança pode ser o maior grito de horror. ELA QUER GRITAR, ELA NÃO PODE. GRITEM POR ELA!

O silêncio, em muitas ocasiões, é motivado pelo constrangimento ou pelo trauma de relatar a ocorrência. Também pela certeza que muitas vítimas têm de que nada vai acontecer com o criminoso.

Temos que nos conscientizar que temos  participação em tudo e a responsabilidade da  formação de um pais e de uma sociedade também é nossa. Não podemos ficar vendados para o que está em volta e deixar para o governo resolver. Nossas crianças são  nossas, são do Brasil  e por uma sociedade e menos violência temos que denunciar.

O abuso infantil envolve a imperícia, imprudência ou a negligência (estes elementos constituem a definição legal de “culpa”) ou um ato praticado com dolo por parte do adulto contra o bem-estar ou a saúde da criança, como alimentação ou abrigo. Também comumente envolve agressões psicológicas como xingamentos ou palavras que causam danos psicológicos à criança, e/ou agressões de caráter físico como espancamento, queimaduras ou abuso sexual (que também causam danos, psicológicos inclusive)

Vou deixar alguns endereços  para que conheçam  os serviços que podem ajudar muito em qualquer situação http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm Estatuto da Criança de do Adolescente https://www.facebook.com/cdca.oabrj comissão  de Direitos das Crianças e Adolescentes Denunciando por telefone Disk 100 de qualquer telefone no território nacional. Denúncias de violação de direitos de crianças ou adolescentes, especialmente em casos de abuso ou exploração sexual. A denúncia é anônima e o serviço gratuito.

O Disque 100 funciona diariamente das 8h às 22h, inclusive nos fins de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização, de acordo com a competência e as atribuições específicas.

 OS NÚMEROS SÃO ALARMANTES

De acordo com dados da SDH (Secretaria de Direitos Humanos), cerca de 70% dos casos de violência contra crianças e adolescentes no Brasil acontece em residências, seja da vítima ou do agressor. E, assim como Alex, pais e mães são os principais acusados: 170 mil denúncias –cerca de 53% do total– foram contra eles apenas em 2013.

No Rio de Janeiro, o número total de denúncias de violência contra crianças tem crescido. A Secretaria de Direitos Humanos tipifica as denúncias de três formas: violência física, psicológia e sexual. No Rio de Janeiro, o número total destas denúncias cresceu, entre 2011 e 2013, cerca de 70% –de 9.120 registros para 15.635.

Valéria Farah OAB/RJ 77551.

fonte: uol notícias cotidiano

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